Mais camadas.



Camadas. Na última, a parede de Lina também faz de padrão.

Aquele querido mês de junho.


Um muro que faz de linha do horizonte.


→ DENTRO-FORA

Por meses a fio, pus o meu corpo (e alma) em movimento.

Foi revelador. Foi libertador. Não foi apenas exercício muscular. Foi mais além, muito mais.
Trespassava a pele (derme e epiderme), chegava aos músculos, atingia as ligações nervosas, passava pelo cérebro, dava muitas voltas e culminava num êxtase. Eram assim as minhas segundas-feiras.

A apresentação de amanhã fecha o ciclo. Torço (por dentro, de fora) que seja um grande êxtase coletivo.





É estranhíssimo voltar ao blogue depois de praticamente 5 anos (o último post data de junho de 2012).

E desde 2012, muita coisa mudou.
A informação chega-nos em movimento frenético com fotos/gifs/vídeos/letras gordas e tudo é muito efémero.
Memesemojisviral são termos correntes (entre muito outros que agora não me recordo).
Já não se escreve como dantes. Já não se lê como dantes.

Há o Facebook, o Instagram, o Twitter.
Há o Youtube e os youtubers.
Somos mais globalizados, mas também mais introspetivos.

Sinto-me ultrapassada (com algum gosto) por não conseguir acompanhar o andar da carruagem.
E talvez, por isso, volto ao blogue. Ao meu ritmo.